Doze de julho de dois mil e dez
-BPN: nacionaliza-se; água: privatiza-se.
-BCP: ocupa-se; EDP: entrega-se.
-SCUT: não se paga; RTP: paga-se.
-Estádios de futebol: constroem-se; escolas: fecham-se.
-PT: protege-se, em nome do interesse nacional; Paisagem Protegida: urbaniza-se, em nome do interesse nacional.
-LÃngua: vende-se aos brasileiros; brasileiros: perseguem-se.
-Espanhóis: parceiros estratégicos no TGV e na TVI; espanhóis: inimigos estratégicos na PT.
-Dinheiro para o paÃs: não há; dinheiro para a Madeira: sobra.
-7000 milhões para a Vivo: pouco; 7000 milhões para o PIB: imenso, mais 10% de carga fiscal.
-TAP arruinada: mete-se dinheiro; TAP recuperada: vende-se.
-Desempregado crónico: subsidia-se; jovem desempregado: exila-se.
-Empregado efectivo: não se pode despedir; empregado a prazo há mais de 18 meses: despede-se.
-Marinha mercante e de pesca: liquida-se; submarinos: compram-se.
-Agricultura: paga-se para fechar; campos de golfe: paga-se para abrir.
E etc., etc., etc. Por favor, entendam-se, que já vai sendo tempo.
Miguel Sousa Tavares sabe escrever e articular um texto. Ninguém duvidará disto, parece-me. O seu nÃvel inteletual, por outro lado, parece neste fim de crónica no Expresso o de um qualquer participante de uma caixa de comentários. Sem gralhas, mas igualmente sem cérebro.



















