* A RAVE insiste em introduzir em Portugal um comboio caríssimo que irá circular em linhas caríssimas. Mas com estações fora dos centros urbanos. Em Braga a nova estação será na Aveleda ou algures entre Gondizalves, Semelhe e Real. A estação de Maximinos, corretamente inserida no miolo de Braga, já não conta. No Porto a estação será em Campanhã, e qualquer hipótese de a localizar na Boavista foi descartada. Em Aveiro, a estação será fora do concelho, em Albergaria-a-Velha. Junto a um nó da auto-estrada. E em Coimbra, a estação de AV será ainda mais longe do centro que Coimbra B.
O paradoxo assusta qualquer um: nem a RAVE tem intenções de tornar o projeto rentável, ao afastar (todas) as estações dos centros, nem sequer parece estar preocupada em localizar as estações sobre a ferrovia convencional. O tal triângulo de Braga (Gondizalves – Semelhe – Real) é apenas ‘perto’ da linha existente e em Aveiro a localização escolhida é longe de qualquer coisa parecida com ferrovia. Se a rede de Altas Prestações realmente avançar, o que resta aos municípios e às regiões é lutar pelas estações centrais. Nem interessa dizer que lá fora é no centro das cidades que se localizam as estações da Alta Velocidade, com mais ou menos túneis. Não vale a pena usar exemplos exteriores para uma coisa assim óbvia.
* Numa notícia sobre a abertura do Palácio das Artes no Porto encontrei isto:
(…)
Para a envolvente, já está aprovada uma candidatura ao QREN que inclui a construção de um parque de estacionamento no Largo de S. Domingos, o reperfilamento à superfície das ruas de Mouzinho da Silveira e das Flores e a introdução do eléctrico nesta zona. Rui Quelhas, administrador da Porto Vivo, afirmou que as obras começarão em 2010.
(negrito meu)
O elétrico de volta. Já falei sobre o assunto aqui. O que existe neste momento é assim,

e nos próximos tempos poderá surgir assado.

O que seria muito, muito interessante para a mobilidade no Porto.
* Parabéns pelos 40 anos. CCDR-N, o nosso futuro governo regional.
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* Em Coimbra começam a surgir imagens da implantação urbana do metro – neste caso, com a inovação duma via rodoviária entre as duas vias ferroviárias. Também foi hoje que percebi que a modernização até Serpins implica mudança de bitola e eletrificação (óbvias), mas a linha vai manter-se em via única. Não me parece bem nem mal, o importante é que funcione.

Em Lisboa, o metro do futuro vai crescendo para norte (aqui e aqui), e no Porto para sul (pormenores da ligação a Vila d’Este e da remodelação da rotunda de Santo Ovídio)
* Fantástica a conclusão do deputado Luís Vaz sobre a Linha do Tua – as pessoas não querem andar de comboio, por isso deve-se acabar com a linha. Como se a questão fosse essa.
* Os alentejanos são precavidos – para quê uma linha nova, a furar tudo, se já existe um traçado anterior?
(…)
A Câmara Municipal de Santiago do Cacém promove amanhã, 29 de Julho, a partir das 21h30, no Auditório Municipal António Chainho, uma sessão -debate sobre “Os Impactos Negativos do Novo Traçado da Ferrovia Sines-Santiago-Grândola no Alentejo Litoral”. Neste debate estarão presentes os autarcas das Câmaras de Grândola, Santiago do Cacém e Beja, assim como Fernando Nunes da Silva e Manuel Costa Lobo (Instituto Superior Técnico) e Augusto Mateus (Consultor). Recorde-se que as Câmaras Municipais de Santiago do Cacém e de Grândola, estão contra o traçado ferroviário, proposto no âmbito do PROT Alentejo, que prevê a ligação de Sines a Grândola. Estes dois concelhos defendem a requalificação da linha já existente, entre Sines e Ermidas, com ligação a Beja. A Câmara Municipal de Beja também partilha desta opinião. Os defensores desta opção garantem que “a proposta efectuada pela tutela abrange e destrói: aldeias, pinhais, lençóis freáticos e zonas de abastecimento de água, quintas históricas e um projecto de turismo rural da região”.
via Transportes em Revista Online