Cinco de setembro de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 5 de Setembro de 2010 1:16

O JN questionou a Secretaria de Estado da Modernização Administrativa sobre a razão pela qual tem concentrado investimentos na capital, em vez de desconcentrar as infra-estruturas, aplicando o dinheiro noutras regiões; e, também, se entende que os fundos deviam ser usados só em investimentos que discriminam positivamente as três regiões, em vez de financiar projectos destinados ao país no seu todo, por norma pagos pelo Orçamento de Estado.

Em resposta, fonte oficial disse apenas estar a cumprir a lei: “A atribuição de fundos comunitários, no âmbito do SAMA (Sistema de Apoios à Modernização Administrativa), decorre no cumprimento escrupuloso do que foi acordado com a União Europeia”, disse. A legalidade efeito “spill-over” está a ser contestada nos tribunais pela Junta Metropolitana do Porto, mas ainda não há qualquer decisão final.

A justificação invocada é semelhante na maioria dos projectos: que o investimento irá beneficiar todo o país e, portanto, as regiões mais pobres. Os documentos não dizem, contudo, por que razão o investimento tem que ser feito em Lisboa e não em alguma outra região do país.

No JN.

Título do Ano 105

By Nuno Gomes Lopes, 5 de Setembro de 2010 0:56

Narciso quer vistorias a prédios a cair

No JN.

O mundo é um processo mental 17

By Nuno Gomes Lopes, 29 de Agosto de 2010 21:23

Junta a sede à vontade de ver

(campanha que junta a Sagres à Zon no apoio ao campeonato nacional de futebol)

Como acabei de ouvir de um camarada do Texas, ’só se fosse uma bebida que tirasse a sede e curasse a cegueira’. Mas não é. São as campanhas amanhadas pelas eternas companhias de Lisboa. Desde que a direção de marketing da Super Bock passou para Lx que deixei de acreditar.

O mundo é um processo mental 16

By Nuno Gomes Lopes, 29 de Agosto de 2010 4:16

Trata-se de um investimento de 20,6 milhões de euros, inserido no vasto programa de despoluição do rio Ave. “Só encontra paralelo na região de Lisboa e Vale do Ave”, acrescenta, ao JN, Dulce Pássaro.

Título do Ano 104

By Nuno Gomes Lopes, 29 de Agosto de 2010 4:08

Condutora de metro agiu correctamente em atropelamento mortal

Do JN.

Título do Ano 103

By Nuno Gomes Lopes, 26 de Agosto de 2010 14:15

Gay quer ficar a dois segundos de Usain Bolt

Atenção: a piada não está no Gay. Visto no Público.

Vinte e quatro de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 24 de Agosto de 2010 0:16

“99% da população é contra”, diz José Costa, da Assembleia de Freguesia da Estela, que em Junho recomendou à Câmara “acabar com o nudismo na Estela”, sublinhando: “Caso eles continuem aqui, a população pode optar pela violência” – alusão a um episódio tenso do Verão de 2007 em que 300 populares, irados, armados de paus, invadiram o areal, intimidando uns 30 naturistas.

Referindo-se à praia da Estela, no limite norte do concelho da Póvoa de Varzim. No JN.

Título do Ano 102

By Nuno Gomes Lopes, 20 de Agosto de 2010 2:10

Triângulo amoroso acaba em rixa com três feridos

A beleza da geometria. No JN.

Dezanove de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 19 de Agosto de 2010 18:46

A variante da Trofa representou uma vitória do município sobre o sector ferroviário. Nem a CP nem a Refer desejavam esta obra, tendo as administrações das duas empresas tentado, por todos os meios, convencer os autarcas locais de que a estação ferroviária no centro da cidade era uma mais-valia. Mas a câmara levou a melhor, fazendo da Trofa o único caso no país em que um município conseguiu afastar o comboio para a periferia, libertando terrenos no centro da cidade.

No Público.

Título do Ano 101

By Nuno Gomes Lopes, 16 de Agosto de 2010 1:57

Setubalenses voltam a Tróia mas com geleira

No JN.

Título do Ano 100

By Nuno Gomes Lopes, 14 de Agosto de 2010 17:12

“É azar morrer a comer uma sande de presunto”

Sequela de outro memorável título. No JN.

Catorze de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 14 de Agosto de 2010 17:10

Para adaptar a nossa literatura aos leitores portugueses temos que admitir a sua ortografia, quer dizer, a hoje válida em Portugal, somente com aquelas modificações (bem pequenas por certo!) que exigem as diferenças da língua. Este caminho já foi seguido polos flamigantes na Bélgica, que houvérom de tomar a ortografia holandesa, o que lhes aumentou de maneira considerável os leitores. Fagamo-lo, pois!

Joám Vicente Biqueira (via)

Título do Ano 99

By Nuno Gomes Lopes, 13 de Agosto de 2010 13:15

Homem morre a comer sande de presunto

Outra vez sandes de presunto? No JN.

Treze de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 13 de Agosto de 2010 13:06

Com uma carreira política nacional definitivamente fora do seu horizonte, depois de goradas as suas expectativas de ser líder nacional do PSD ou de se candidatar a Belém, Jardim reconhece que ficou refém da ilha de que é prisioneiro. E que teme os “abalos sísmicos” que a sua saída provocará num partido e governo fortemente hierarquizados onde ninguém se atreve a questionar o líder que detém o actual recorde mundial de permanência no poder (32 anos), apenas superado por Muammar Kadhafi, da Líbia (40 anos), embora o coronel nunca se tenha submetido ao veredicto das urnas.

No Público.

Dez de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 10 de Agosto de 2010 0:32

Os países que dependam exclusivamente do transporte rodoviário de mercadorias que não tenham apostado atempadamente em soluções intermodais vão ter agravados os seus custos nos transportes de mercadorias, o que mexe também com as importações e as exportações. Somos nos os últimos pagadores de um sistema logístico insuficiente que foi criado com esta obsessão pelas estradas

Manuel Tão

Atualizações (mobilidade urbana sustentável) 8/8/2010

By Nuno Gomes Lopes, 8 de Agosto de 2010 20:42

* Ao invés das faraónicas ciclovias de lazer promovidas pelas Câmaras Municipais portuguesas, Zaragoza faz o exato contrário: gasta pouco (300.000 euros), mas poderá muito bem conseguir uma promoção do uso quotidiano da bicicleta em meio urbano substancialmente superior à dos seus congéneres portugueses. Porque construir ‘ciclovias de lazer’ ao longo das marginais, se não serve para estimular o uso quotidiano da bicicleta, tem o mesmo sentido que promover ginásios ou aulas de ginástica ao ar livre. Se o único objetivo é a promoção de uma prática desportiva saudável, há maneiras bem mais baratas de o fazer.

O que a notícia (aqui, aqui ou aqui) dá a entender é que os responsáveis da capital Aragonesa têm mais cabeça e mais tino na bolsa que os de cá. As entidades municipais têm vindo a promover a criação de uma rede de vias cicláveis na cidade, mas enquanto os ciclistas não surgem, decidiram reduzir a velocidade máxima de algumas vias para 30 km/h. Isto acontece em vias de sentido único, em parte das vias secundárias e na faixa da direita de outras vias secundárias com várias faixas de circulação que ainda não tenham faixa para bicicletas. O objetivo é simples: tornar as ruas mais amigáveis para peões e ciclistas. Menos infraestrutura, mais eficácia – é isso que fazem os da “Europa civilizada”.

* Tiro pela primeira vez em muito tempo o meu chapéu a Rui Rio:

O estacionamento ilegal nas ruas do Porto estará sob a mira da Câmara nos próximos três anos. O Município pretende rebocar, nesse período, mais de 40 mil automóveis e camiões e, para isso, vai procurar ajuda especializada no mercado dos reboques privados.

Mais aqui, ali e acolá (não se iludam pela quantidade, é tudo JN).

* Esta notícia em relação a Lisboa revela o mesmo problema, neste caso com carros impedindo a circulação dos elétricos. Uma boa notícia é a revisão das ‘coroas de estacionamento’, que permitem a diferenciação dos preços e tempos no estacionamento consoante a zona de Lisboa. Algo que aprendi no curso, e já lá vão bastantes anos: o estacionamento deve encarecer quando mais próximo do centro nos encontramos, assim como deve diminuir o tempo de estadia permitido.

* Tirei o meu chapéu a Rui Rio? Volto a colocá-lo na cabeça. A sua querida SRU, que tem tido um papel questionável na reabilitação do centro histórico do Porto, propõe um túnel de 957 metros de extensão para resolver ‘problemas de estacionamento’, entre a Rua das Flores e a Cordoaria. Na Póvoa fizeram o mesmo, com a mesma extensão, com semelhantes intenções. O estacionamento selvagem à superfície continua, o parque está invariavelmente vazio e a vontade dos poveiros de utilizar o carro para ir ao centro manteve-se (ou aumentou mesmo). Por favor, senhores da SRU, mais seriedade e profissionalismo e menos mediatismo nos vossos projetos.

* A Escola Básica Frei Caetano Brandão, em Braga, decidiu pôr os seus alunos a pedalar para a escola. Temos aqui uma boa ideia numa das piores cidades da região para o efeito.

O elevado número de rotundas e passagens aéreas bem como a grande quantidade de veículos que circulam nas imediações da Escola Básica do 2º e 3º Ciclos Frei Caetano Brandão vão atrasar a concretização do projecto “Sempre a pedalar, o ar vai ser melhor”.

(daqui)

O que Mesquita Machado conseguiu fazer nas suas várias décadas de reinado em Braga foi criar um paraíso para os peões no centro (digo ‘paraíso’ como exagero, porque o centro não é perfeito) e um inferno para os peões fora deste. Fora do centro histórico mandam os carros. Imagino que a taxa de motorização dos bracarenses nunca foi tão alta como agora.

Voltando à escola, esperam-se novas iniciativas semelhantes. E que Mesquita Machado e seus acompanhantes sejam depostos e respondam por gestão danosa.

Cinco de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 5 de Agosto de 2010 14:59

Acha que a organização da CP em unidades de negócios independentes não retira parte desse desejável efeito de rede?

De forma alguma. Penso que isso pode ser encontrado sem necessidade de estarmos perante uma única empresa e uma única direcção. Este tipo de organização é um sistema relativamente avançado de gestão, que já existe há cerca de dez anos e é um estado de arte muito avançado na responsabilização dos gestores dessas unidades.

As unidades de negócios centram-se na procura de melhores resultados financeiros, mas nem sempre resultam em favor de um melhor serviço. Concorda?

Não. Quando se criam unidades de negócios, pretende-se responsabilizar uma equipa para um resultado, mas esse não tem que ser só financeiro. Tem que se ver o tipo de serviços que estão a ser prestados. O objectivo da CP não é a maximização de um resultado para o investidor, mas sim a prestação de um serviço às populações.

E eis como um sistema totalmente desmembrado (com a cisão da Cp em unidades de negócio) que tem causado perda de clientes em muitos serviços e ineficiência geral da rede é transformado em ‘estado da arte’ e ‘um sistema relativamente avançado de gestão’. O poder das palavras.

José Benoliel, presidente da CP, entrevistado no Público.

Título do Ano 98

By Nuno Gomes Lopes, 5 de Agosto de 2010 14:51

Sintra. Presos em greve de fome querem Playstation

Apontado pelo Texas. No i.

Título do Ano 97

By Nuno Gomes Lopes, 3 de Agosto de 2010 18:37

Jogador de basquetebol do Imortal encontrado morto em piscina

No JN.

Atualizações ferroviárias 1/8/10

By Nuno Gomes Lopes, 1 de Agosto de 2010 21:18

* Apesar de a obra prevera eletrificação do troço Bombel e Vidigal a Évora, renovação das vias, beneficiação de estações e construção de passagens desniveladas, num investimento de 48,4 milhões de euros” (via), todagente está contra ela – afinal de contas, implica o encerramento da via durante um ano, e a substituição do serviço ferroviário de qualidade prestado pelo Intercidades por uma qualquer camioneta. Insegura, desconfortável, sujeita a atrasos. A ideia de que a obra seria feita por fases não é novidade, pois foi anunciada assim desde o início, mas se alguém conseguir explicar-me qual o sentido de modernizar a linha até Évora, levar até lá o Intercidades, fidelizar clientes e depois fechar a linha durante um ano, eu agradecia o esclarecimento. É denotador de um nível de incompetência ao melhor nível – alinhado com os maiores incompetentes do mundo. Refer, Cp, o nome já não interessa. Mas já que se fala em Cp, o que dizer do facto de a estação ‘Évora’ ter desaparecido da sua base de dados? Podem verificar na página a desfaçatez. Aqui mais info.

* O milagroso estudo de 380 mil euros (noticiado aqui antes) que serviria para “melhorar a oferta ferroviária a nível nacional da Cp”, e que seria aplicado em Dezembro, perdão, em Abril, ainda não foi aplicado, e no Público (aqui o jpg) especula-se se alguma vez verá a luz do dia. Eu sigo cada vez mais fascinado com os comboios suíços. Que beleza.

* Perez Babo mostrou, em conferência na UM, que as soluções para a mobilidade no Minho têm de passar pelos caminhos-de-ferro, defendendo, entre outras coisas, a ligação ferroviária entre Braga e Guimarães.

* A variante da Linha do Minho na Trofa abre dia 16 de agosto. Tirando o erro claro de planeamento (a nova estação afastou-se do centro da Trofa – o modelo de Espinho faria bem mais sentido), há que louvar a passagem de uma para duas vias, e a nova estação, moderna e (espera-se) funcional. O titulo de ‘estação mais feia a norte do Douro’, esse ninguém lhe tira. Fica a faltar apenas a ligação ISMAI-Trofa (sem traçado de metro de superfície, espero) para a Trofa se transformar na Munique do noroeste peninsular.

A partir de agosto a Cp perde a desculpa para não melhorar as ligações da Linha do Minho e seus ramais ao Porto. Amigo reinvidicativos, força aí.

* As SCUT (autoestradas Sem Custo para o UTilizador) poderão ou não avançar, com isenções concelhias ou não, apenas no norte e centro ou em todo o lado. Todos falam da injustiça, da inconstitucionalidade, do terrível negócio que João Cravinho inventou. Muito poucos falam do real tutano do tema, a mobilidade. As grandes deslocações a baixo preço providenciadas pelas SCUT desarrumaram o normal arranjo casa / trabalho de muitas regiões. Morar a mais de 30 kms do sítio onde se trabalha (diariamente) não é lógico, mas o trinómio carro (com crédito fácil) + combustível (baratito) + autoestradas (se for SCUT, grátis) ajuda a montar deslocações mirabolantes. Deverá haver gente a fazer 50 km + 50 km todos os dias.

Mobilidade não é apenas uma questão rodoviária, mas também rodoviária. Nas distâncias a que dizem respeito a utilização das SCUT (+15 kms ?), a ferrovia tem de ter um papel crucial. E não podem existir eixos com autoestrada que não tenham ferrovia. Se existe a necessidade de uma autoestrada, tamanha procura de mobilidade tem de justificar também outros modos de transporte. O Público tratou o tema das SCUT como “uma grande oportunidade para o transporte público”. De uma forma deficiente, é certo (as várias camadas do mapa estavam descentradas, tornando-se por isso impossível comparar a oferta rodo/ferroviária de determinados eixos), mas com boa vontade.

* A classificação da Linha do Tua como Património de Interesse Nacional pode bem ser o ovo de Colombo para evitar o fecho da linha, inevitável se a barragem de Foz-Tua avançar no atual formato. Assim diz a lei – neste caso, retroativa no que toca a contratos firmados. A Ministra da Cultura, a quem caberia a defesa dos bens de interesse cultural, diz que não é uma Classificação que salvará a Linha do Tua das águas da barragem, invocando para isso exemplos anteriores. Ora,

Primeiro, não são os erros anteriores que justificam erros do futuro. E o Património não é todo igual. A Linha do Tua, para além do fator patrimonial, tem também um fator utilitário, quiçá mais relevante.

Segundo, como reagiria a Ministra se o Mosteiro dos Jerónimos (em Lisboa, recorde-se) tivesse a sua estabilidade ameaçada pela construção de um túnel? É este o tipo de raciocínios que somos obrigados a formular ao percebermos o desprezo e leviandade com que o Governo sediado em Lisboa trata as questões da ‘província’.

* Algo que me deixou verdadeiramente abalado, não pela grandeza do acidente mas pelo lugar onde ocorreu (e a forma, também), foi a destruição causada pela passagem de um comboio de mercadorias em Válega, concelho de Ovar. Não vou usar a palavra ‘descarrilamento’ porque não me parece apropriado para o que aconteceu, que foi a cedência da superestrutura da via à passagem de uma composição. Isso causou o ‘descarrilamento’ dos vagões, que por sua vez abateram a catenária e causaram a interrupção da linha durante algumas horas.

Voltando ao início, este acidente não ocorreu em alguma via do interior esquecida (vide Tua), dedicada apenas a Regionais e sem manutenção garantida. Este acidente ocorreu na principal via ferroviária do país, num dos troços com mais utilização. E ocorreu porque o atual primeiro-ministro, ao tomar o poder, decidiu cancelar os investimentos na Linha do Norte até que chegasse a Alta Velocidade. O troço entre Ovar e Gaia está podre, desfeito, roto, kaput. Percebe, senhor Primeiro-Ministro?