Para o geógrafo Raimundo Quintal, “mais laurissilva significará menor risco de aluvião” e a recuperação da floresta indígena, para além dos benefícios no domínio da biodiversidade, garantirá uma maior infiltração de água e uma protecção mais eficaz dos solos. Além disso, para minimizar os efeitos das cheias, diz ser necessária uma gestão cuidada dos canais de escoamento e políticas urbanas que impeçam a instalação de explorações agrícolas, habitações e armazéns nos leitos de cheia. Até porque “parte do que agora aconteceu é o resultado de 33 anos de Madeira “nova” – uma Madeira sem modelo, sem planeamento e governada para ganhar eleições”.
No Público.
Numa conferência de imprensa realizada hoje em Lisboa pela Plataforma Cidadania Casamento, que defende um referendo ao casamento entre homossexuais, o general lembrou que esta carta “teve de ser feita à pressa”, tal como o diploma aprovado este mês no parlamento, que “carece de legitimidade alargada”, lê-se no documento assinado por nove generais, três almirantes, dez coronéis, um capitão mor, um tenente-coronel e um comandante.
No Público.
“Neste momento entendemos que não há necessidade de lançar mais concursos e fazer novas adjudicações no domínio da rede rodoviária. Entendemos que o que havia a fazer no essencial está feito. Acabou! Não vamos avançar com mais, o que está em curso está em curso, é para acabar, mas acabou!”
Teixeira dos Santos, via A Nossa Terrinha
Sobre a alta velocidade e a pequena burguesia
Quando um ministro diz que, graças ao TGV, Lisboa pode tornar-se a praia de Madrid, as suas palavras têm o poder de nos fazer lembrar três figuras que um filósofo italiano, comentando a teoria do carisma de Max Weber, eleva a categorias: o demagogo, o imbecil instintivo e o palhaço carismático. Mas mais importante do que projectar tais palavras em quaisquer categorias é percebermos que a política pertence hoje inteiramente àqueles que se convencem daquilo que dizem. É aí que reside todo o segredo do discurso político. Mas as palavras deste ministro ilustram também outra coisa: que, no horizonte dos governantes, o único modelo de classe que existe (ou em que todos se devem transformar) é precisamente uma classe que não chega a sê-lo: a pequena burguesia universal, cujas bases materiais de existência assentam num modelo de vida que se manifesta em duas dimensões: o consumo e o tempo livre. Lisboa como praia de Madrid, Caparica como praia de Lisboa: trata-se sempre do mesmo tropismo – marítimo e litoral – que define o movimento a alta velocidade de uma massa que nunca gozará do luxo da lentidão.
António Guerreiro, citado no Arrastão.
Não estou preocupado em justificar mais um investimento, mais uma obra pública, mas em salientar o impacto positivo que isso vai ter em termos económicos
António Mendonça, no Jornal de Negócios.

não tendes nada a temer criancinhas, o cavaleiro pacheco salvar-vos-á do dragão arco-íris, padroeiro dos pederastas
Pedro Vieira, no Arrastão.
Peço-lhe, senhor deputado, que refreie a utilização da expressão ‘vocês’.
Se Castanheira Barros, que anunciou em Dezembro passado a intenção “firme” de se candidatar à presidência do PSD, for alguma vez líder do partido e chegar a primeiro ministro de Portugal, apoiará um projecto de túneis (a exemplo do Canal da Mancha) que ligue as ilhas do Faial ao Pico e do Pico a São Jorge, nos Açores.
No DN.
O Executivo da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães vai alargar o cemitério velho da vila e deixar o novo, no qual se gastou 1,3 milhões de euros, sem qualquer uso. Pelo menos para já. A oposição não concorda e defende a realização de novos estudos.
No JN.
“O acordo remete muitas vezes para uma tradição, mas em lugar nenhum define qual é essa tradição. Por isso optámos por regularizar bastante a ortografia”. Em muitos casos isto significou tirar os hífens (de “cor-de-rosa”, por exemplo, que o acordo admitia com hífens referindo a “tradição”, ao mesmo tempo que deixava sem hífen “cor de vinho”). Quando a referência é a pronúncia optou-se por seguir a da região de Lisboa.
No Público.
Atenção: não tenho nada contra os heterossexuais. Tenho muitos amigos heterossexuais e eu próprio sou um. Mas não concordo que possam adoptar crianças. Em primeiro lugar, porque é contranatura. Quando olhamos para a natureza, não vemos casais de pardais ou de coelhos a adoptarem crias de outros. Pelo contrário, esforçam-se por colocar as suas crias fora do ninho ou da toca o mais rapidamente possível. Ou usam as suas próprias crias para produzir novas crias. Mas não adoptam. Provavelmente, porque sabem que é contranatura. Por outro lado, a adopção por casais heterossexuais pode condicionar a sexualidade das crianças. Todos os homossexuais que conheço são filhos de casais heterossexuais. A influência de heterossexuais tem, por isso, aspectos nefastos que merecem estudo cuidadoso. Por fim, há a questão do estigma social. Suponhamos que uma criança adoptada por um casal heterossexual é convidada para ir a casa de um colega adoptado por um casal de homens. Como é que o miúdo que foi adoptado por heterossexuais se vai sentir quando perceber que a casa do colega está muito mais bem decorada do que a dele?
RAP, na Visão.
Miguel Esteves Cardoso não estará esquecido — decerto que é somente por imperativos humorísticos que o omite — de que escreve, e escrevemos, segundo as regras de um acordo ortográfico, tão obrigatório como não deseja que este agora seja mas é (ou irá ser, se entrar em vigor). Como já nascemos em plena vigência do Acordo Ortográfico de 1945, tendemos a esquecê-lo. Se o acordo entrar em vigor em 2012, em 2022 já ninguém apelará à desobediência civil. Mesmo a brincar.
Helder Guégués, no Assim Mesmo.
“O telemóvel não funcionava naquele buraco, não havia rede”, recorda. “Estava a quente, só depois é que vi que tinha problemas”, recorda. Problemas físicos que o vão a obrigar a uma cirurgia à coluna. “Quando disse à CP que tenho que ser operado à coluna eles puseram-se logo de lado. De início até respondiam aos nossos e-mails, mas depois disseram que se desresponsabilizavam de tudo”
No JN.
Onde há tráfego, esconde-se o metro. Onde temos natureza e espaço para andar, põe-se o metro à superfície. Não se percebe.
Vítor Silva, no JN.
A associação das Pequenas e Médias Empresas considerou que o projecto da Alta Velocidade, que o Governo português está a desenvolver conjuntamente com o Executivo espanhol, “serve apenas os interesses da economia espanhola”.O presidente da Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas (ANPMES), Fernando Augusto Morais, classificou hoje o projecto do TGV como um “mega sacrifício nacional”, que não tem “retorno a curto ou médio prazo” e que “condiciona a sustentabilidade” do país.
“É oneroso e ridículo pensar que o TGV fará o milagre de nos tornarmos competitivos, de travarmos as falências e o crescimento da taxa de desemprego”, considerou a ANPMES na mesma nota enviada às redacções.
Fernando Augusto Morais
Joana Amaral Dias há semanas referia num debate televisivo que a discussão sobre o casamento homosexual era muito mais importante do que o debate da Regionalização.
José Silva, na Baixa do Porto.
Hoje, um colunista do “Público”, colunista da “Sábado”, participante num programa de debates na SIC-Notícias e noutro sozinho no modelo de tempo de antena queixou-se do “pensamento único” que domina a comunicação social.
Daniel Oliveira, no Arrastão.
O Bloco de Esquerda defende que o vereador da Câmara de Odivelas que se despistou no domingo na A9 com uma viatura camarária, apresentando uma taxa de alcoolemia acima do permitido, deve demitir-se do cargo.
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Contacto pela Lusa, o vereador Hugo Martins, que assumiu a vereação em Novembro passado, depois das eleições autárquicas, reiterou que “os factos não correspondem nem de perto nem de longe à verdade”, e que só irá “esclarecer tudo nas instâncias próprias”, tal como já dissera anteontem ao JN.
No JN.
Estamos a estudar a possibilidade de a linha ir até ao Aeroporto Sá Carneiro e a hipótese de servir Gaia, que é a terceira maior cidade do país, com 700 mil habitantes. Vamos ver como pode ser feita uma estação em Gaia.
Carlos Correia da Fonseca, Secretário de Estado dos Transportes. No Expresso.
Há muitos ingleses de sorriso aberto. Resposta imediata de Jesualdo – vai entrar Guarín
Comentário ao jogo F. C. Porto – Chelsea F. C.