Category: Citação do dia

Vinte e quatro de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 24 de Agosto de 2010 0:16

“99% da população é contra”, diz José Costa, da Assembleia de Freguesia da Estela, que em Junho recomendou à Câmara “acabar com o nudismo na Estela”, sublinhando: “Caso eles continuem aqui, a população pode optar pela violência” – alusão a um episódio tenso do Verão de 2007 em que 300 populares, irados, armados de paus, invadiram o areal, intimidando uns 30 naturistas.

Referindo-se à praia da Estela, no limite norte do concelho da Póvoa de Varzim. No JN.

Dezanove de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 19 de Agosto de 2010 18:46

A variante da Trofa representou uma vitória do município sobre o sector ferroviário. Nem a CP nem a Refer desejavam esta obra, tendo as administrações das duas empresas tentado, por todos os meios, convencer os autarcas locais de que a estação ferroviária no centro da cidade era uma mais-valia. Mas a câmara levou a melhor, fazendo da Trofa o único caso no país em que um município conseguiu afastar o comboio para a periferia, libertando terrenos no centro da cidade.

No Público.

Catorze de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 14 de Agosto de 2010 17:10

Para adaptar a nossa literatura aos leitores portugueses temos que admitir a sua ortografia, quer dizer, a hoje válida em Portugal, somente com aquelas modificações (bem pequenas por certo!) que exigem as diferenças da língua. Este caminho já foi seguido polos flamigantes na Bélgica, que houvérom de tomar a ortografia holandesa, o que lhes aumentou de maneira considerável os leitores. Fagamo-lo, pois!

Joám Vicente Biqueira (via)

Treze de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 13 de Agosto de 2010 13:06

Com uma carreira política nacional definitivamente fora do seu horizonte, depois de goradas as suas expectativas de ser líder nacional do PSD ou de se candidatar a Belém, Jardim reconhece que ficou refém da ilha de que é prisioneiro. E que teme os “abalos sísmicos” que a sua saída provocará num partido e governo fortemente hierarquizados onde ninguém se atreve a questionar o líder que detém o actual recorde mundial de permanência no poder (32 anos), apenas superado por Muammar Kadhafi, da Líbia (40 anos), embora o coronel nunca se tenha submetido ao veredicto das urnas.

No Público.

Dez de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 10 de Agosto de 2010 0:32

Os países que dependam exclusivamente do transporte rodoviário de mercadorias que não tenham apostado atempadamente em soluções intermodais vão ter agravados os seus custos nos transportes de mercadorias, o que mexe também com as importações e as exportações. Somos nos os últimos pagadores de um sistema logístico insuficiente que foi criado com esta obsessão pelas estradas

Manuel Tão

Cinco de agosto de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 5 de Agosto de 2010 14:59

Acha que a organização da CP em unidades de negócios independentes não retira parte desse desejável efeito de rede?

De forma alguma. Penso que isso pode ser encontrado sem necessidade de estarmos perante uma única empresa e uma única direcção. Este tipo de organização é um sistema relativamente avançado de gestão, que já existe há cerca de dez anos e é um estado de arte muito avançado na responsabilização dos gestores dessas unidades.

As unidades de negócios centram-se na procura de melhores resultados financeiros, mas nem sempre resultam em favor de um melhor serviço. Concorda?

Não. Quando se criam unidades de negócios, pretende-se responsabilizar uma equipa para um resultado, mas esse não tem que ser só financeiro. Tem que se ver o tipo de serviços que estão a ser prestados. O objectivo da CP não é a maximização de um resultado para o investidor, mas sim a prestação de um serviço às populações.

E eis como um sistema totalmente desmembrado (com a cisão da Cp em unidades de negócio) que tem causado perda de clientes em muitos serviços e ineficiência geral da rede é transformado em ‘estado da arte’ e ‘um sistema relativamente avançado de gestão’. O poder das palavras.

José Benoliel, presidente da CP, entrevistado no Público.

Trinta de julho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 30 de Julho de 2010 15:33

Por exemplo, do Bombarral para S. Martinho a CP propõe no seu folheto uma viagem de regresso que demora 1 hora e 27 minutos, ou seja, uma média de 20 Km/hora, pouco mais do que uma viagem de carroça.

(…)

E isto porquê? Porque a empresa insiste em obrigar todos os seus passageiros em mudar de comboio nas Caldas, sendo que o tempo desse transbordo pode demorar entre 10 a 50 minutos.

Deste modo, qualquer pessoa a montante das Caldas da Rainha terá sempre a viagem penalizada por causa de uma interrupção nesta cidade, na qual se muda de uma automotora para outra completamente igual.

Carlos Cipriano, falando sobre a campanha promovendo a utilização do comboio na idas à praia na Linha do Oeste (via).

Vinte e nove de julho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 29 de Julho de 2010 17:12

Ola antes de nada e grazas por utilizalo servizo de mensaxería web.

Con respecto a súa solicitude, informarlle que dende o departamento web estaríamos encantados de activar o idioma galego, pero agora mesmo por razóns económicas e humanas non poderá habilitarse dita opción.

Para unha páxina dinamica, na que cambian contidos practicamente a diario habilitar dous idiomas non é tan sinxelo como pode parecer. Un saúdo.

No PGL.

Vinte e oito de julho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 28 de Julho de 2010 1:52

Mas haja esperança: é bom sinal, por exemplo, que já estejam a desaparecer as bandas e cantores que cantavam em inglês. Nunca percebi se era o sonho de gravar o tal disco em Londres que lhes proporcionasse a fama mundial, se, como é mais provável, a incapacidade de escrever em português duas linhas que fizessem sentido.

Paulo Varela Gomes, no Público.

Vinte e sete de julho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 27 de Julho de 2010 15:47

Depois foi só preparar o alinhamento: Scriabin, Robert Schumann, Peter Feuchtwanger, Prokofiev e Debussy. Está bom de ver, pouco ou nada familiares a quem ainda fala mirandês no seu quotidiano.

Na edição em papel já não saiu assim, mas na versão em rede mentém-se.

Dezasseis de julho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 16 de Julho de 2010 15:09

A ideia é defendida pelo autarca de Mirandela, no seguimento das palavras do Ministro das Obras Públicas que, na Assembleia da República, disse que a manutenção da linha tem um custo de 150 milhões por ano e, por isso, valia mais comprar um carro a cada utilizador da linha.

Silvano diz que o Ministro anda confuso com os números, e não acerta naquilo que diz.

“Desde que entrou para ministro ainda não acertou uma. Disse que a segurança da linha custaria 150 milhões de euros, isto é, fazer uma praticamente nova, e não o funcionamento da linha como ele disse, que estava a enganar os deputados. O funcionamento da linha custa à CP 250 mil euros por ano. O que custaria 150 milhões era a consolidação e manutenção da linha para que tivesse segurança no futuro.

Daqui. As declarações do Ministro e do Secretário de Estado aqui.

Doze de julho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 12 de Julho de 2010 0:35

-BPN: nacionaliza-se; água: privatiza-se.

-BCP: ocupa-se; EDP: entrega-se.

-SCUT: não se paga; RTP: paga-se.

-Estádios de futebol: constroem-se; escolas: fecham-se.

-PT: protege-se, em nome do interesse nacional; Paisagem Protegida: urbaniza-se, em nome do interesse nacional.

-Língua: vende-se aos brasileiros; brasileiros: perseguem-se.

-Espanhóis: parceiros estratégicos no TGV e na TVI; espanhóis: inimigos estratégicos na PT.

-Dinheiro para o país: não há; dinheiro para a Madeira: sobra.

-7000 milhões para a Vivo: pouco; 7000 milhões para o PIB: imenso, mais 10% de carga fiscal.

-TAP arruinada: mete-se dinheiro; TAP recuperada: vende-se.

-Desempregado crónico: subsidia-se; jovem desempregado: exila-se.

-Empregado efectivo: não se pode despedir; empregado a prazo há mais de 18 meses: despede-se.

-Marinha mercante e de pesca: liquida-se; submarinos: compram-se.

-Agricultura: paga-se para fechar; campos de golfe: paga-se para abrir.

E etc., etc., etc. Por favor, entendam-se, que já vai sendo tempo.

Miguel Sousa Tavares sabe escrever e articular um texto. Ninguém duvidará disto, parece-me. O seu nível inteletual, por outro lado, parece neste fim de crónica no Expresso o de um qualquer participante de uma caixa de comentários. Sem gralhas, mas igualmente sem cérebro.

Dois de julho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 2 de Julho de 2010 15:51

A ERC instou o executivo madeirense, notificado para se pronunciar no prazo de 10 dias, a adoptar no imediato as providências “necessárias e adequadas à supressão dos efeitos nefastos” que a actuação da Empresa Jornal da Madeira tem produzido no subsector da imprensa diária da região. Exige, nomeadamente, a “observância de práticas não discriminatórias na distribuição”, pelos diferentes órgãos de comunicação social, do investimento publicitário oriundo da região, medidas essas que “se deverão pautar por critérios de equidade, de proporção e de transparência, em defesa do pluralismo político, económico e outros”.

A entidade reguladora notifica também o Governo de Jardim a sujeitar aos princípios da transparência e proporcionalidade as suas intervenções na gestão do JM, enquanto sócio maioritário com 99,98% do capital da empresa criada pela diocese, que, à custa de suprimentos e aumentos de capital pelo Governo, ficou reduzida a restante ínfima parcela.

O Diário do Notícias funchalense tem contestado a “concorrência desleal” do JM, que recebeu 42 milhões do Governo Regional na última década e é distribuído gratuitamente. Luís Calisto, ao demitir-se de director daquele diário, em Maio, acusou Jardim de “fazer bullying com a imprensa” e de tentar afastá-lo do cargo. Lamentou também a complacência dos titulares de órgãos de soberania face aos “criminosos atentados contra a liberdade de imprensa na região”.

No Público.

Oito de junho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 8 de Junho de 2010 19:58

Uma torre de monitorização da costa tombou, ontem, segunda-feira, na praia de S. Paio de Antas, Esposende, devido à erosão que afecta a maioria das praias do concelho.

No JN.

Seis de junho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 6 de Junho de 2010 23:53

Imaginemos que um alemám visita o Estado espanhol: começa por dous lugares tam afastados entre si, geográfica e culturalmente, como Vic (Catalunha) e Cádiz. A seguir visita a Galiza, e decide dar um saltinho a Portugal, concretamente a Viana do Castelo, passando por Tui. Será que notou mais diferenças culturais entre Vic e Cádiz do que entre Viana do Castelo e Tui?

Nom. Em Vic, como em Cádiz e Tui, terá comido tortilha, terá bebido cortados, terá ido de marcha, terá comprado recuerdos, terá falado espanhol e terá ouvido as pessoas tratarem-se por tu gritando muito.

Eduardo Maragoto, no Diário Liberdade.

Cinco de junho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 5 de Junho de 2010 15:06

Os protagonistas do Q representam, genericamente, uma parte da elite das indústrias culturais que ainda não tinha os seus próprios espaços televisivos [...]. Deste modo, o Q alarga o espectro da cultura pop-urbana lisboeta disponível em televisão, permitindo a esta sub-elite o seu próprio circuito de auto-referenciação e de crítica às outras sub-elites.

Eduardo Cintra Torres (sobre o canal Q, recentemente estreado no cabo), no Público (conteúdo pago).

Quatro de junho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 4 de Junho de 2010 19:32

Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto – é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído.

RAP, na Visão.

Trinta de maio de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 30 de Maio de 2010 16:54

Eu sabia a posição do João Bénard e, sabendo-a, muito me surpreendeu o anúncio do anterior ministro Pinto Ribeiro sobre a criação de um pólo da Cinemateca no Porto. De facto, era tudo o que o João Bénard da Costa menos desejava.

Maria João Seixas, no Público.

Vinte e cinco de maio de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 25 de Maio de 2010 1:06

A Autarquia avançou para a concessão dos reboques uma vez que “não dispõe de meios técnicos para executar directamente as suas competências nesse domínio”. De acordo com as previsões, o futuro contrato deve entrar em vigor no segundo semestre deste ano, prolongando-se até 2013.

A despesa mensal do município ascenderá a 316 mil euros. Objectivo: rebocar 40608 automóveis e 129 pesados mal estacionados, o que representará uma subida de 52% face aos valores de 2009. Durante o ano passado, também conforme noticiou o JN, foram rebocados 8899 carros e autuados 28744 condutores.

Reboques no Porto. No JN.

Treze de maio de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 13 de Maio de 2010 15:01

O jornalista Luís Calisto demitiu-se de director do Diário de Notícias (DN) da Madeira. A decisão é “emergente do regime de excepção criado à comunicação social madeirense” pelo presidente do governo regional, Alberto João Jardim, explica hoje em editorial em que lamenta a complacência dos órgãos de soberania face à “estranha democracia” na Madeira e aos “criminosos atentados contra a liberdade de imprensa na região de que têm conhecimento”.

No Público.

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