Atualizações 30/11/09
* A coisa parece compor-se em Gaia. Se uma rede de elétricos desligada de qualquer planeamento interconcelhio é coisa do passado, disparatada, uma rede de tróleis própria poderá muito bem ser das melhores coisas que uma Câmara pode fazer à s suas custas, sem dar cavaco aos vizinhos. Isto porque, para começar, não se pode exatamente andar a trocar os carris de sÃtio quando se conclui que uma linha não está no melhor sÃtio, o que acontece com uma rede de elétricos. Se é verdade que o elétrico implica obras mais ligeiras, também é verdade que implica obras e estas não são baratas. Assim, e sem Autoridade Metropolitana de Transportes a funcionar e sem Junta Metropolitana a fazer o seu papel, os tróleis serão talvez a manilha escondida na manga da mobilidade em Gaia. Eletrificando-se os percursos mais utilizados pelos autocarros consegue-se eliminar a poluição atmosférica local e reduzir a dependência de combustÃveis fósseis, e se se verificar que esse eixo tem a necessidade de metro ou de elétrico, mantém-se a catenária e faz-se obra. Porque Gaia é obra. A ver o que acontece.
* No Porto, elétricos! Aà sim, no núcleo urbano histórico, não merece especial contestação. O facto de a iniciativa ter partido da Porto Vivo é de louvar, mas deverá passar sempre pela Autoridade Metropolitana de Transportes.
Arlindo Cunha parece ter confundido todos os dados que estão sobre na mesa. Um elétrico ou anda no passeio (infelizmente) ou fora do passeio. Se no primeiro caso é necessário alargar passeios, no segundo ele convive com os carros, sem lhes roubar lugar. O que não se pode é querer fazer omoletes sem partir ovos, por isso será difÃcil manter as três faixas de rodagem na Mouzinho da Silveira e duas (!!!) faixas de estacionamento e introduzir o elétrico e aumentar, por pouco que seja, os passeios. Relembra-se rotineiramente que ninguém quer ir morar para o centro sem estacionamento, mas se os passeios se mantiverem estreitos e não houver transportes públicos, então continua mesmo tudo a morar nas periferias.
Esta história dos túneis é que não percebi:
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A solução poderá passar pela criação de ligações viárias subterrâneas, à semelhança do que sucede em Bruxelas. “Mouzinho da Silveira é uma rua de ligação essencial entre a Ribeira e a Batalha. É uma das piores vias em afluência de trânsito nas horas de ponta”, continua. Serve de atravessamento para o tráfego de Gondomar e de Gaia que se dirige à Baixa. Ao final da tarde, o circuito inverte-se, mas mantêm-se as longas filas. A “cidade subterrânea” pode colmatar a dificuldade.
Aproveitando-se a construção do parque de estacionamento no subsolo do Largo de S. Domingos, surge, segundo Arlindo Cunha, a possibilidade de um dos pisos funcionar como túnel para a circulação de viaturas até ao Largo dos Lóios (com ligação ao futuro parque do quarteirão das Cardosas já em execução). Tudo dependerá de estudos geológicos.
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Túneis no centro??? Anda tudo doido. Já chegam os furos do metro.
* Ainda alguém acredita que a obra será feita? Eu não. Como a Linha Aveiro-Salamanca, a Linha Porto-Vigo não é para fazer, mas antes para planear. Até à eternidade.
* A Linha de Gondomar (Estádio do Dragão-Venda Nova), essa, avança. Com mais ou menos encanamentos de rios e mais ou menos túneis, a rede cresce. Interessante é comprovar que
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Nesta ligação, serão utilizadas todas as composições existentes, bem como os 30 tram-trains (mais rápidos e com mais lugares sentados) que a Metro do Porto adquiriu, mas que ainda não estão ao serviço. “Com a compra dos trem-trains a frota é mais do que suficiente para reforçar a rede existente e operar esta nova linha”, disse fonte da Metro.
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(não é trem-train mas sim tram-train : )
* Por falar no elétrico-comboio, ainda não há data para a sua introdução na Linha da Póvoa. Grande parte dos veÃculos já chegaram, os testes começaram há muito, mas vê-los, nicles.




















1. Gaia: é evidente que os troleicarros serão a melhor e mais económica e inteligente solução de uma rede municipal de transportes, pelas razões todas que enumerou. Pena é não haver mais Gaias pelo PaÃs (além da Amadora).
2. Continuo a não entender porque razão a linha no eléctrico entre o Infante e a actual linha na Praça não usa a Rua das Flores em vez da de Mouzinho da Silveira – que está construÃda por cima de um rio. Além de ser uma forma de pedonalizar a rua seria uma forma de lhe devolver a importância perdida, de aumentar o seu afluxo turÃstico e concomitantemente revitalizar o seu comércio. Assim, sem túneis surrealistas a Mouzinho manteria as suas faixas de trânsito, o seu estacionamento, a sua poluição, etc., etc.
A minha ideia é resolver os problemas (que romântico, eu sei). Ao introduzir-se o elétrico na Mouzinho da Silveira reduziria-se o espaço destinado ao automóvel e assim reduziria-se a sua dependência. Parece magia mas é verdade, os carros deixam de usar as ruas mais difÃceis. E se esta atitude é aplicada a todo o centro, os automobilistas são obrigados a buscar soluções que não a utilização do carro (vide Groningen http://menos1carro.blogs.sapo.pt/194258.html#comentarios ).
Abraço