Progresso e gramática.

Numa notícia que tinha como título CP espera lucros operacionais pela primeira vez este ano, encontrei esta pérola de clarividência, pela voz de José Benoliel:

Já sobre uma eventual futura privatização ou subconcessão de alguns dos serviços ferroviários, o presidente da empresa diz que está em causa uma opção ideológica do Governo porque, do ponto de vista empresarial, a privatização não é decisiva para melhorar o serviço prestado ao público.

“A CP não precisa de nenhuma privatização para fazer esse serviço desde que lhe dêem as mesmas condições que dão a qualquer privado. Se o Estado pagar as indemnizações compensatórias do serviço público, o caminho-de-ferro não tem por que dar prejuízo e a empresa equilibra-se na sua conta de exploração”, conclui.

Guilherme Pinto:

Uma Junta Metropolitana eleita pelos cidadãos?

Eleita pelos cidadãos, claro. A maior parte dos erros de Estado são cometidos por pessoas que não têm qualquer responsabilidade perante os cidadãos.

Só dossiês como o Porto de Leixões ou o aeroporto é que o levam a desejar que houvesse uma eleição?

Há muitas áreas em que as autarquias não conseguem agir de forma a resolverem os problemas, por exemplo, no domínio do abastecimento de água ou da recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos. Mesmo do ponto de vista urbanístico, deveria haver um reforço dos poderes de uma entidade que aglutinasse os municípios. Os presidentes de câmara devem estar disponíveis para perderem poder nessas matérias, se é que alguma vez o tiveram, porque são matérias que estão acima dos municípios. Deveria haver, na falta da regionalização, uma Junta Metropolitana eleita que tivesse estas competências e que juntasse a gestão de entidades que contribuem muito para o desenvolvimento económico da região.

No i, por dica do amigo O:

Lontra apareceu hoje numa praia da Foz e sentou-se numa esplanada

Na Gazeta das Caldas, via maquinistas:

Um estudo realizado em 2009 pela empresa suíça SMA und Partner AG destinado a melhorar a oferta ferroviária a nível nacional, preconizava para a linha do Oeste a introdução de quatro comboios diários em cada sentido entre Lisboa e Figueira da Foz e outros quatro em cada sentido entre Lisboa e Coimbra.

Deste modo Caldas da Rainha seria servida por 16 comboios diários que ligariam a cidade à capital, à Figueira da Foz e também ao nó de Coimbra, onde o estudo previa que os horários estivessem articulados com os da linha do Norte.

A CP, contudo, nunca implementou esse estudo, apesar de ter pago 380 mil euros aos consultores suíços para a sua realização. A empresa também nunca explicou por que motivo o mesmo ficou na gaveta.

O referido trabalho prometia uma autêntica revolução nos horários da CP a nível nacional, com os comboios a partirem ao mesmo minuto em cada estação e todos devidamente integrados num funcionamento em rede, à semelhança, aliás, do que existe na Suíça, Holanda, Alemanha e, desde Dezembro, em França.

Para a linha do Oeste esta foi a oportunidade perdida de a integrar verdadeiramente na rede ferroviária nacional.

Júlio Magalhães:

Fui defensor da cidade do Porto, da Região Norte, até da regionalização. Nunca tive grandes oportunidades para o mostrar em termos práticos. Passar e transmitir essa mensagem. O Porto Canal pode permitir-me isso e passar das palavras aos actos.

Quero deixar perceber a todo o país que no Porto há massa crítica, competência e é possível também fazer um canal. TVI, SIC e RTP são canais sediados em Lisboa feitos para todo o país. Porque não pode o Porto ter um canal feito no Porto também para todo o país?.

No Porto24:

Viver será mais caro em 2012. Saiba com que aumentos terá que contar

É a crise.

Tipo rodeo? No JN:

Dois homens detidos por caçarem javalis com laço

No JN:

O novo passe único para Lisboa, o “Navegante”, vai custar 35 euros e permitirá a partir de Fevereiro andar de autocarro, eléctrico, metro e comboio dentro da malha urbana da capital, disse, esta sexta-feira, o secretário de Estado das Transportes.

O governante disse ainda que a Transtejo e os Transportes Colectivos do Barreiro já chegaram a um acordo com o Governo para aderir a este novo passe e espera que outros privados sigam o exemplo.

O governante considera que o ‘Navegante’ será o “primeiro passo para a implementação progressiva do sistema tarifário de toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML)”.

Actualmente, existem 710 combinações diferentes de títulos de transporte na AML, sendo que só a CP Lisboa tem 177 títulos diferentes.

E não é que já são 200? No JN:

Bode “machão” de Coimbra dá leite como as cabras

No JN:

Morto há mais de dois anos chamado para consulta

No JN:

Três quilómetros de chouriço angariam fundos para obra social

No JN:

Tractores mataram o dobro de duas auto-estradas juntas em Viseu

Alberto Núnez Feijóo:

“Espero que rapidamente se encontra uma saída. Esta situação está a prejudicar muitíssimo a economia do Norte de Portugal e os governos centrais têm que saber que há 75 mil pessoas que diariamente cruzam a fronteira, e isso necessita de uma reflexão”, defendeu.

No Expresso, via José Pinto:

Um em cada cinco peões autopsiados em 2010 tinha álcool no sangue

No Público, por dica do Texas:

GNR apreende 11 mil litros de bebidas alcoólicas que lesaram Estado em 25 mil euros

No DN, por dica do Nuno O:

Ladrão exige 200 pastéis com navalha em punho

No JN.

Grande Geert. A verdade é que ainda não funciona na plenitude – para obter o verde, o peão tem de carregar no botão, e isto apesar de os carros pararem em intervalos regulares. A correção seguiu para a Câmara, a aplicar brevemente.

No JN:

Multado por ter um banco do camião roto

Quando me disserem que percebo muito de transportes passo a responder: quem percebe é o Bruno Dias (via). Álvaro Santos Pereira é de facto um ministro sem jeito.

No Público:

Governo admite rever ajudas especiais do plano de barragens de Sócrates

Programa garantia a promotores subsídios desligados da produção. Viabilidade de Foz Tua, que ameaça o Património Mundial, poderá depender destas ajudas.

O Governo português está a reavaliar o sistema de tarifário eléctrico e o chamado mecanismo de “garantia de potência”, que assegura às produtoras de electricidade que estão a investir no plano de barragens lançado por José Sócrates rendas avultadas apenas para garantir que estas produzem determinado volume de electricidade. No início do próximo ano, o Ministério da Economia deverá ter já condições para decidir sobre esta matéria. Em resposta escrita enviada ao PÚBLICO, o Ministério da Economia adianta que “o Governo está a reavaliar todo o sistema tarifário eléctrico, incluindo o mecanismo de garantia de potência, também no âmbito dos compromissos assumidos com a troika, devendo ser tomada uma decisão no início do próximo ano”.

O Governo analisa, portanto, se deve manter, ou não, o mecanismo de “garantia de potência” e, no caso de este continuar a existir, em que moldes. No âmbito desta garantia, as empresas de electricidade têm direito a uma ajuda pública, mesmo que, por hipótese, uma determinada barragem não produza electricidade num qualquer período do ano. O antigo ministro social-democrata Mira Amaral já classificou esta “garantia de potência” como “escandalosa”. Mira Amaral recomendou mesmo o seu fim, “sob pena de ficar inviabilizada qualquer recuperação económica do país”. Outra opinião crítica é a do ambientalista Joanaz de Melo, que vê na “garantia de potência” uma “negociata” entre as empresas de electricidade e o anterior Governo.